40 anos da Convenção de Viena para a Proteção da Camada de Ozônio

Este fato representa um marco na luta contra os danos causados pelos CFCs. A convenção surgiu após pesquisas que alertaram sobre a destruição da camada de ozônio e a descoberta do buraco na Antártida. Com apoio da ONU, foi criado o Protocolo de Montreal, que incentivou a substituição de substâncias nocivas. O sucesso da convenção se deve à união global, à ciência confiável e ao apoio financeiro e tecnológico, servindo de exemplo para enfrentar desafios ambientais futuros.

A Convenção de Viena para a Proteção da Camada de Ozônio completou 40 anos. Esse tratado internacional foi um marco na proteção da camada de ozônio — uma barreira invisível que protege a

Terra da radiação ultravioleta (UV-B), prejudicial à saúde humana, aos animais, plantas e microrganismos.

Ação Internacional

A história começou em 1974, quando os cientistas Mario Molina e F. Sherwood Rowland alertaram que os CFCs (clorofluorcarbonetos) destruíam a camada de ozônio. Em 1985, os pesquisadores Joseph Farman, Brian Gardiner e Jonathan Shanklin confirmaram a existência do buraco na camada de ozônio sobre a Antártida.

Convenção de Viena e Protocolo de Montreal

Diante da gravidade do problema, o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), liderado pelo cientista egípcio Dr. Mustafa Tolba, coordenou esforços diplomáticos que resultaram na adoção da Convenção de Viena em 1985. Dois anos depois, em 1987, foi assinado o Protocolo de Montreal, que incentivou a substituição dos CFCs por alternativas mais seguras, estabelecendo metas concretas para eliminar substâncias destruidoras da camada de ozônio. O Protocolo é considerado um dos acordos ambientais mais bem-sucedidos da história.

O sucesso da convenção se deve a três fatores principais:

1. Ação global unificada, com adesão universal de 197 países;

2. Base científica sólida e consenso sobre financiamento e tecnologia, por meio do Fundo Multilateral;

3. Resultados concretos, que mantêm os países motivados a continuar avançando.

Monitoramento Contínuo

Até hoje, cientistas continuam monitorando o tema, observando não apenas os ODSs (substâncias destruidoras da camada de ozônio), mas também os HFCs. Embora os HFCs não afetem a camada de ozônio, são potentes gases de efeito estufa. Esse monitoramento é essencial para garantir o cumprimento dos compromissos internacionais e detectar emissões anômalas a tempo.

Além de celebrar, o aniversário é uma oportunidade para refletir sobre o que funcionou, o que pode melhorar e como aplicar esse modelo a outros desafios ambientais globais.

https://ozone.unep.org/celebrating-40-years-vienna-convention-science-global-action-brief-history https://youtu.be/v5LYCrnZ3yg
https://www.multilateralfund.org/news/science-life-40-years-vienna-convention

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